“Falsos” pedintes batem na sua porta
Mulher pede dinheiro dizendo que é para a cirurgia de um amigo, mas na verdade é para comprar “Crack”
Por Danilo Sant'Anna / Portal Lagartense


Lagarto, domingo, 14h. A filha diz: “Meu pai tem uma senhora chamando o senhor na porta”; o pai responde do quarto, onde está deitado: “ Quem é?”; A filha responde: “Eu não sei, mas ela disse que é urgente”. Este diálogo aconteceu em uma casa de família há poucos dias.
Uma senhora morena de cabelo curto, tem ido de casa em casa pedir caridade. Quando chega à casa das pessoas, a mulher se apresenta dizendo que o dono da casa foi indicado por outra pessoa para fazer uma caridade. Então, normalmente, ela fala o nome de uma pessoa que esteve visitando antes. Nas suas visitas, ela diz que um amigo está precisando de uma cirurgia urgente e que o estado de saúde do suposto amigo seria muito grave. Diz ainda que ela está fazendo uma campanha para arrecadar dinheiro com o objetivo de salvar o amigo.
Um senhor, que prefere não ser identificado, disse que a “mulher pedinte” fala que o amigo está internado no Hospital Universitário e que está aguardando somente o dinheiro para ser submetido à cirurgia. Para quem prestar atenção, ela diz “Hospital Universitário”, ou seja, nesse momento ela entra em contradição. Todos sabem que os serviços médicos realizados em hospitais universitários não são cobrados ao paciente. E todos sabem que o SUS hoje cobre as principais cirurgias feitas no país.
Algumas pessoas que reconheceram a mulher, disseram que o dinheiro é usado exclusivamente para comprar Crack. Ela é usuária de drogas e é desta forma que mantém o vício. Segundo informações, a mulher foi demitida há pouco tempo do emprego.
A ajuda –Oferecendo esmola, principalmente em forma de dinheiro, não é melhor forma para ajudar um necessitado. Se estiver com fome, dê a ele algo para comer, se estiver doente, indique um hospital que possa atender o caso clínico da pessoa. Mas dinheiro, em último caso.Diversas pessoas que pedem dinheiro pelas ruas, e isso incluem crianças, usam a “esmola” para comprar drogas, para sustentar o vício, em muitos casos pelo Crack. O viciado perde a noção da realidade e não consegue avaliar a sua própria situação por pior que seja.
No caso das drogas, a melhor alternativa é oferecer ajuda médica, seja em clínicas especializadas em viciados em drogas, seja com um psicólogo e assistente social, seja nas unidades do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) nos municípios.
Em outro caso, outra pedinte utiliza a foto de uma criança para pedir esmola
Há quase quatro anos, uma mulher, com uma foto de uma criança com o corpo cheio de caroços, pede esmola nas casas, nos comércios, nas portas dos bancos e mercados. Segundo informações, essa mesma mulher já praticou furtos.
A foto da criança normalmente fica dentro de uma agenda que a mulher sempre traz nas mãos. Ela costuma visitar diversas cidades da região.